O sentido da vida

29 janeiro, 2025

"Não quero ser feliz. Quero é ter uma vida interessante. Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.”

O autor do texto acima é o psicanalista, escritor e dramaturgo Contardo Calligaris. Ele escreveu um livro com o nome do título deste post.

Então queria propor um exercício em homenagem a ele. Um exercício de auto reflexão. Será que sua vida anda interessante?

Interessante é saber usar a própria história em seu favor. Saber reconhecer sua sombra. Não esperar que a solução ou a “felicidade”venha do outro – seja o outro o que for (um emprego, casamento, uma paixão, uma casa nova).

Interessante é não se reduzir ao que a vida fez com você. Não se reduzir ao personagem vítima que só reclama e guarda rancor. História não é destino. Pergunte-se qual é a sua responsabilidade naquilo que te incomoda. “A culpa é do outro”, faz um roteiro de vida nada interessante.

Interessante é não ter medo do ridículo. E aqui talvez seja muito útil ir um pouco contra a ideia da felicidade, porque ela não combina muito com os erros, os fracassos, não é? E onde a gente chega sem eles?

Interessante é reconhecer que apesar da ideia de felicidade ser muito individualista, a vida é coletiva. Nada é construído sozinho. Então reconheça seus pares, forme novas alianças, dê uma chance ao outro, invista afeto nas pessoas. Mesmo um monólogo é construído por várias pessoas. E quando não é, é um tédio absoluto. A vida é coletiva também significa não usar todo o seu tempo para pensar apenas nos seus problemas. O motor da depressão é o excesso de si mesmo.

Interessante é não ter medo do que é complicado. Nem sempre funciona a lógica de “estava com vontade, fui lá e fiz” “senti um incômodo enorme, então decidi que precisava abandonar”. A ideia de felicidade está um pouco associada à ideia de uma praia, uma ilha deserta, a paisagem mais calma do mundo, onde tudo só dá certo, onde você e sua volta parecem uma coisa única, tamanha sintonia. Sabe o que essa imagem perfeita da praia traz para a psicanálise? O desejo de nada. Pulsão de vida é outra coisa. Vida é caos, é criatividade, é transformação, é eros. Quando ficar exausta de tanta “vida” pense: talvez não seja hora de desistir, porque cansaço é normal de se sentir quando se está no meio do caminho de algo grandioso.

Ninguém tem uma vida interessante sem pagar nenhum preço. Mas o pior preço seria o de passar a vida e não viver. Ou como dizia o Contardo “A maior traição, a que é verdadeiramente imperdoável, é quando a gente trai a nós mesmos, quando traímos o nosso próprio desejo. O fato de desistir de uma coisa que é para nós muito importante, essa é a verdadeira traição.”

 

Com pais infantis qual é o lugar da criança?

29 janeiro, 2025

O texto que segue é o resumo de um trabalho que escrevi para na formação em psicanálise. Espero que gostem. Minha proposta é refletir sobre o sintoma das famílias atuais que vivem obcecadas pela ideia de perfeição. Não é pouco representativo que drogas como Ritalina e Conserta tiveram aumento de vendas de 775% nos últimos anos segundo o Ministério da Saúde.

Antes de se chegar ao ponto de querer ver crianças calmas ou “Consertadas” pode-se observar também uma geração que quer oferecer aos bebês uma vida “perfeita”. Uma vida sem frustrações. Será que isso existe? Será que é realmente bom para o bebê ser apresentado a um mundo onde tudo acontece como ele – sua majestade – deseja?

Aqui vem uma pequena surpresa do texto porque estamos acostumados a chamar de “infantil” aquela pessoa que gosta de brincar, de dar risada. Mas infantil aqui é outra coisa, é a ideia infantil de querer que tudo seja perfeito. Adultos são aqueles que já entenderam que não existe perfeição.

Então a partir de agora vamos pensar na perspectiva de um adulto. Uma pessoa que já entendeu também que a vida não é tudo preto ou branco. (não entre em pânico achando que só você não virou adulto, do ponto de vista da psicanálise, a maioria de nós não é adulto, mas podemos trabalhar para isso.) O adulto sabe que entre o preto e o branco tem sempre um pouquinho de bege, de violeta, alguma coisa misturada.

Então quando falo para o bebê não ser tratado o tempo todo como majestade, também não estou sugerindo que aquele ser que acaba de chegar fique chorando a noite inteira sozinho no berço. Vamos pensar em todas as cores que existem. Por exemplo, a livre demanda na amamentação. Não quero contrariar os dados da Organização Mundial de Saúde que mostram os benefícios primordiais da amamentação. Não pode haver dúvidas sobre isso. Vamos apenas refletir. Psicanálise se baseia um pouco nas regras da física. Ou seja, se temos uma relação de dois e um deles está se colocando no lugar de dar livre demanda ao outro, este que dá fica com sua própria demanda represada. Se a demanda do outro é livre e atua com máxima autoridade sobre a minha vida, então a minha demanda não tem lugar nenhum. O que pode ser correto, importante e muito bonito, por algum tempo, mas não durante anos – de novo o preto e o branco.

Eu fiz livre demanda com meus filhos. Meu primeiro filho era um bebê que chorava muito e acredito que essa foi a maneira que conseguimos. Mas tive uma grande sorte de ter um pediatra – a mesma pessoa que me incentivou e me convenceu de que devia fazer livre demanda – falar que eu devia parar de amamentar quando ele fizesse 1 ano e 3 meses.

Sei que o tema é delicado. Não quero entrar na polêmica. O que quero é exatamente o contrário. Abrir uma reflexão para o tanto que estamos – como geração – criando polêmicas, grupos, lados. No caso da maternidade, conheço mães maravilhosas que simplesmente não conseguiram amamentar. A vida também é aquilo que acontece com a gente, não é? Não é só o que queremos.

Quando entendemos que nada é perfeito, cobramos menos de nós mesmos e de nossos filhos. Precisamos assumir, como adultos que somos (em idade pelo menos), que já vivemos o suficiente para saber que não existe o grupo dos bons e o grupo dos maus. Isso é infantil e narcisista. Pode ter certeza, quando uma mulher começa a fazer um belo discurso sobre a amamentação é porque ela teve condições – físicas, emocionais e financeiras para fazer isso. Mas ela não enxerga isso e o que fica claro para quem está ouvindo o discurso é “existe o grupo dos bons (mães que amamentam) e dos maus (mães que não amamentam)” e em qual grupo você acha que ela se inclui?

Ser mãe, ser pai é uma oportunidade maravilhosa de evoluir. De virar adulto. Educação é auto educação. Por isso é tão importante refletir, se questionar. Ao invés de querer repostas, se fazer perguntas. Aqui vão algumas:

Qual é o propósito de viver obcecado com a ideia de dar perfeição aos filhos? Qual será a consequência de se viver a primeira infância (e não só) sob essa falsa mensagem de perfeição? Como disse Rubem Alves: “Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.” Pois então qual será a imagem da vida que terão depois de receber essa apresentação feita através dessa lente de pretensa perfeição? Podemos pensar que essa ansiedade é interna dos pais e apenas projetada nos filhos. Com isso vamos enxergar que por detrás dessa lente que só quer ver abundância e maravilha existe um espelho côncavo, um vazio interno dos pais, então a qual dos lados estarão essas crianças olhando?

Como disse a psicanalista Julieta Jerusalinsky: “poderíamos trocar a palavra culpa por responsabilidade”.

Talvez por trás de pais que dão em excesso, existam pais que oferecem um excesso de nada. A vida das crianças é preenchida com coisas, eventos e atividades enquanto os adultos responsáveis estão ansiosos com o silêncio que reside no seu mundo interno. Os pais talvez estejam tão inseguros com o senso de valor próprio e fora de contato com seu próprio ser que compensam esta lacuna criando a ilusão de perfeição através das crianças. Esta implacável projeção das ansiedades internas nas crianças faz com que elas paguem um preço muito caro. Parece ser uma leitura possível, enxergar que – do ponto de vista psicanalítico – o sentimento de insegurança, de falta de mérito, a baixa auto estima e falta de propósito e autenticidade dos pais, produz uma geração com necessidade de excessos e ideia de abundância.

É bastante comum a gente ouvir “eu prefiro pecar pelo excesso que pela falta”. O que eu tenho visto nos seminários clínicos que participo é que o excesso algumas vezes é pior do que a falta. Pois em psicanálise sabemos que é a falta que produz seres desejantes. (onde não há falta, não há desejo)

O raciocínio da geração que acredita que é preciso ser feliz o tempo todo e que os filhos também, faz pais que muitas vezes mimam demais os filhos. Talvez por não conseguirem lidar com suas próprias frustrações, querem ver nos filhos o retrato da plenitude – onde nada falta. Ou onde a falta interior, é esquecida por um instante. Nem que para isso seja preciso abdicar de noites de sono sem fim. Ou para não ter que se a ver com a demanda interna, reprime-se essa demanda. Abre-se mão das noites de sono em nome da livre demanda do filho.

No meio do século XX, o psicanalista inglês Donald Winnicott inventou uma frase para ajudar pacientes ansiosos que estavam fazendo o melhor que podiam, mas que se preocupavam constantemente sobre estarem longe de serem pais perfeitos. O real objetivo, disse Winnicott, não era ser ideal em todos os sentidos, mas apenas ser “bom o suficiente”. Segundo o autor, uma criança não precisa de um pai perfeito. Ela precisa de um pai ordinário, um tanto falho e bem-intencionado. Isso será “bom o suficiente”.

Winnicott reassegurava pais torturados por um ideal inatingível: pessoas que estavam julgando duramente as próprias vidas e a si mesmos por parâmetros que jamais poderiam alcançar. E – ironicamente – esses tipos corriam o risco de ser pais menos calorosos e naturais porque estavam constantemente ansiosos sobre não serem perfeitos. Winnicott estava dizendo que relações humanas podem parecer bem ruins e, ainda assim, estar indo bem, considerando a regra.

Termino com uma citação que pode nos indicar uma melhor saída para esse alto índice de crianças medicadas na nossa sociedade:

Lacan constata na clínica que o lugar da criança na estrutura familiar é sempre um lugar sintomático. A criança é alvo de projeção dos ideais, das frustrações e dos problemas dos pais. Conclusão: o lugar do sintoma é a criança e o lugar da doença (causa) está nos pais. Disso decorre com evidência que são os pais que precisam ser tratados e, tratados, os problemas (sintomas) das crianças consequentemente se dissiparão.

Algumas palavras do Guimarães Rosa, porque elas sempre acalmam:

“Que isso foi o que sempre me invocou, o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o ruim ruim, que dum lado esteja o preto e do outro o branco, que o feio fique bem apartado do bonito e a alegria longe da tristeza. Quero todos os pastos demarcados. Como é que posso com este mundo? Este mundo é muito misturado.”

 

Não resista

29 janeiro, 2025

Ela costurou sua própria vida e ficou muito agradecida porque a servia completamente. 

Não resista a sua vontade. Não resista a querer saber mais do que já sabe.

Não resista a ir por esses caminhos que você nem sabe direito onde vai dar.

Não resista porque resistir é o que está te cansando tanto. Não é fazer, você dá conta de fazer muito.

Ao invés de resistir, mergulhe.

Quantas vezes você já ouviu: “nossa amiga, estava pensando em te ligar”. Quantos vezes você também já pensou em ligar e não ligou. Quantas festinhas você pensou em fazer e não fez. Quantas coisas fora da rotina você já pensou em fazer e desistiu. Quantos sonhos você já parou de sonhar. A gente vai criando uma armadura com a idade. Mas podemos também nos livrar dela.

Li um livro chamado “What Alice Forgot” que conta a história (fictícia) de uma mulher que sofreu uma queda e perdeu a memória aos 39 anos de idade. Ela acordou como se tivesse 29. E passou a olhar a vida com os olhos dessa idade. Não entendeu nada a forma como o marido a tratava (com tanta aspereza) não entendeu nada a forma como a irmã a tratava (com uma certa raiva/inveja/competição). Para ela, as coisas podiam ser bem mais simples.

Um dos momentos mais lindos do livro, é quando a filha mais velha dessa personagem faz uma coisa errada na escola e os pais são chamados. O pai chega todo apressadinho/estressadinho, o diretor conta o que aconteceu, a mãe toma a liderança e fala que vão resolver aquilo em família. A menina fica super assustada. O pai fala que não pode ficar nem mais 5 minutos ali, mas ela provoca um abraço coletivo entre os três e leva marido e filha para comerem um sorvete. Algo completamente inapropriado, mas magicamente necessário. Esse é o momento onde a família se restabelece. Onde ela para de julgar sua vida com 39 anos, para de ficar só lembrando com nostalgia da vida de 29 anos, e faz as duas viverem juntas.

A gente cresce aprendendo que é preciso lutar para vencer. No pain, no gain. Nesse clima, vai ficando todo mundo bastante cansado. O efeito colateral dessa prática é a competição. Ela aparece na vida adulta a todo momento. Se você está na academia, devia estar trabalhando, se está trabalhando, devia estar com os filhos. Onde será que os outros estão ganhando de você? Corre! Será que é assim que precisamos viver? O que deu de errado com aquela ideia de vida mais coletiva, menos preocupada, mais prazerosa dos 29 anos?

Vamos endurecendo tanto que até o sentimentos são julgados. “Está cansada? Mas por que?” “Está casada e infeliz? Mas por que?” “Quer casar? Mas por que?” “Quer separar? Por que?” A partir de quando começamos a precisar justificar os sentimentos? Qual o problema em apenas recebê-los? Perceber que eles estão ali, não estão avisando que vão chegar ou pedindo permissão. Eles estão. E isso é motivo suficiente para serem recebidos.

A vida adulta não é feita só das coisas que a gente tinha aos 29 anos, mas nada impede que a gente lembre que a vida pode ser mais leve. Que não tem nada de errado em acreditar (nas ideias, nas pessoas, nos sentimentos), que super racionalizar não é a solução para tudo, que não tem nada de errado em ser mais leve e preocupar menos (bem menos) com o que os outros pensam.

Esse livro me deu um lindo presente que quero compartilhar com todos. Dizem que nunca é tarde para mudar, né? Pois também nunca é tarde para reconhecer que o que você foi um dia, está aí dentro em algum lugar. E se esse alguém te fazia feliz, não hesite em resgatá-lo.

Não resista. Mergulhe.

 

Para lidar com as frustrações

29 janeiro, 2025

Não tem potinho de ouro no final do arco íris.

Você pode estar estudando empenhada em fazer tudo o mais perfeito possível. Tudo bem, só não espere receber um potinho de ouro.

Você pode estar entregue ao papel de boa mãe e se dedicar 100% nisso. Mas não espere que lá na frente uma recompensa vai te preencher na mais absoluta sensação de completude – diretamente proporcional às noites não dormidas.

Você pode estar se esforçando na causa: ser uma pessoa legal. Não importa o emprego, o dinheiro, onde mora, o que importa é ser legal. Parece ótimo. Só não fique na expectativa de que, enquanto seus dias correm, uma estátua de “legalzice” é construída em seu nome.

Nesses últimos dias fui acometida por essa frase: não existe potinho de ouro no fim do arco íris e estou me deliciando com a liberdade quase de uma risada, que essa frase provoca.

Sabendo que não tem potinho de ouro, você não estuda focada no que vai ganhar com isso. Aliás, você enxerga que nunca existiu um contrato onde você promete o sacrifício e o estudo te retorna com a glória. Então estudar vira a parte legal de estudar.

Sabendo que não existe potinho de ouro no final, você precisa lidar com a frustração da vida e por mais que milhares de livros auto ajuda e profissionais “salvadores da pátria” preguem que “você vai conseguir tudo o que quiser”, você vai vivendo dando o seu melhor, mas também aprendendo e tentando crescer um pouquinho com as decepções. (afinal, isso pode ser maior do que viver só conseguindo.)

Eu acredito que não existe nada mais libertador do que fazer e viver sem esperar nada em troca. Ok, é claro que isso também é irreal. Estamos em algum tipo de relação com o outro o tempo todo e na necessidade do seu olhar, ou aprovação, mas o que quero dizer é que a recompensa não precisa vir no final.

A gente não precisa pagar para ver. Ninguém precisa ser uma mãe dedicada 100% para ser uma boa mãe. Ninguém precisa sofrer para conseguir. E viver para ter a recompensa só no final, parece uma maneira bastante injusta – consigo mesmo – de viver.

Quanto mais eu faço análise, quanto mais eu estudo mais sinto que o grande significado da vida é viver o presente. E é só possível fazer isso, sem estar olhando para frente.

É muito comum a sensação “todo mundo consegue tudo, menos eu”. Sério, gente? Todo mundo? (Você por acaso trabalha no Censo e passa o dia todo conversando com pessoas, as mais diversas?) Tudo? Não existe todo mundo, muito menos tudo.

Somos seres faltantes e essa é a melhor parte, porque sem falta não há desejo. Já viu alguém que não deseja nada? Isso sim é um lugar horrível para estar. Mas enquanto você estiver sentindo falta, está ótimo. Só não espere o potinho de ouro. A vida fica muito melhor sem essa expectativa.

Semana passada vi uma mãe no parque com seu filho de uns 3 anos de idade. Ela estava tão presente ali, tão sem pressa, tão por inteiro naquele momento que era lindo de ver. Pensei em chegar perto e (igual aquelas tias velhas) falar: “aproveita mesmo, eles crescem tão rápido.” Mas eu sei que essas frases nunca tem impacto então deixei para lá. Guardei para mim a imagem e a beleza do que é um momento vivido na sua completude. (olha ela aí)

Quantas vezes a gente não vê uma fotografia, ou lembra de um momento ou fase da vida já passado e conclue que podia ter aproveitado mais, preocupado menos, se cobrado menos e valorizado o que tinha ali sem focar tanto no que não tinha. Então talvez tenha chegado a hora de parar de repetir esse padrão e sabendo que sempre vai faltar alguma coisa, aproveitar o que tem no presente.

Você tem um marido que ama? Ótimo! Você tem um trabalho que adora? Excelente! Você tem amigos com quem pode contar, ou pelo menos conversar? Que delícia! Você tem uma casa gostosa onde não sente frio, não sente fome e consegue dormir com segurança? Que maravilha! Você tem um sonho lindo, que te alimenta e está disposto a correr alguns riscos por ele? Que coisa mais gostosa!

Você não se viu em nenhuma dessas frases? Então vem aqui.

Talvez a vida seja apenas uma brincadeira de passar anel. Já pensou que burrice seria ficar aflita, ansiosa, ou se martirizando toda hora que não tivesse o anel? Tomara que tendo ou não tendo o anel (marido, trabalho, amigos, casa, sonhos) você nunca se esqueça de aproveitar o simples fato de que ainda está na brincadeira. O anel uma hora vai chegar. Depois vai embora. Então tomara que ter ou não, não seja o mais importante. Afinal, daqui não se leva o anel.